Toda história começa antes de ser vista
Quando olhamos para uma árvore adulta, vemos o tronco, os galhos e a copa. Mas sua sustentação começa em uma parte que quase sempre permanece escondida: as raízes. A história da RICOHPEL também começou assim: com decisões, esforço e valores que nem sempre apareciam para quem estava de fora.
A empresa nasceu em fevereiro de 1997, em Horizontina, no Rio Grande do Sul. Naquele início, os recursos eram limitados e ninguém podia garantir o futuro. Ainda assim, havia experiência, disposição para trabalhar e uma convicção que acompanharia a empresa ao longo de sua trajetória: vender um equipamento era apenas parte do compromisso; era preciso ajudar o cliente a continuar trabalhando.
A origem de uma ideia e de um nome
Antes de empreender, Marcos Schneider, conhecido como Buda, acumulou experiência profissional em uma multinacional e também como vendedor de copiadoras. Nesse percurso, percebeu que se identificava especialmente com o pós-venda e com a responsabilidade de evitar que um equipamento comprometesse a rotina de um cliente.
Essa visão ajudou a dar forma à empresa. O nome RICOHPEL nasceu de uma combinação prática para aquele momento: a distribuidora RICOH acreditou em Buda como revendedor, enquanto “PEL” remetia à venda de papel. A lógica comercial era simples e atendia às necessidades da época: quem usava mimeógrafo ou máquina de escrever também consumia papel e poderia precisar de copiadoras. Assim, cada entrega criava uma oportunidade para conversar, compreender a realidade do cliente e construir a confiança necessária para fechar negócios.
A proposta não nasceu de uma estrutura grandiosa. Em vez disso, ganhou forma por meio de relações, visitas, contratos e trabalho cotidiano. Cada cliente conquistado representava uma vitória, e cada compromisso cumprido ajudava a sustentar o passo seguinte.
Os primeiros anos: coragem, estrada e compromisso
Empreender exigia enfrentar limitações financeiras, fazer longas viagens, passar períodos longe da família e, ao mesmo tempo, manter os estudos. Além disso, a expansão para atender clientes em outras cidades exigia escolhas difíceis e soluções práticas. Em uma situação marcante, Buda vendeu o carro para comprar veículos para a nova filial. Depois, passou a usar uma motocicleta Biz para percorrer o trajeto entre as filiais. Quando surgia um compromisso com o cliente ou com o desenvolvimento da equipe, nem o horário nem o sol ou a chuva o impediam: mesmo de Biz, ele enfrentava longos e difíceis trechos de estrada de chão para cumprir seu propósito.
Esses episódios revelam o espírito dos primeiros anos: fazer o necessário para atender o cliente e manter a operação em movimento. Mais do que vender, a equipe buscava construir uma reputação baseada na palavra cumprida e na disposição para resolver problemas.
Uma base construída em conjunto
A história inicial da RICOHPEL também contou com a participação de Josiane Schneider, a Josi. Enquanto a empresa estruturava suas rotinas, ela cuidava da organização financeira, dos controles, dos processos e do planejamento. Esse trabalho transformou o esforço empreendedor em uma operação mais organizada, capaz de seguir adiante.
Ao mesmo tempo, a busca por novos clientes e o cuidado com a organização interna criaram as bases para o crescimento. A empresa precisava conquistar mercado e, também, administrar os compromissos assumidos para cumprir o que prometia.
As primeiras mudanças já apontavam para o futuro
As primeiras mudanças já apontavam para o futuro
Entre 1997 e 2001, a RICOHPEL começou a construir uma história que logo exigiria novas formas de atuação. Em 1998, passou a alugar as primeiras copiadoras para clientes que buscavam mais tranquilidade e continuidade no uso dos equipamentos. Em 2000, acompanhou a transição dos sistemas de impressão analógicos para os digitais.
Esses acontecimentos mostram que criar raízes não significa ficar parado. Desde os primeiros anos, a empresa observava as necessidades do mercado e adaptava sua forma de trabalhar.
Raízes que continuam sustentando a história
Ao revisitar esse primeiro período, fica claro que a RICOHPEL não começou com todas as respostas. Começou com disposição para aprender, compromisso com os clientes e vontade de construir relacionamentos duradouros. Por isso, as decisões daquele início estabeleceram referências que continuariam importantes nos anos seguintes.
As raízes de uma árvore crescem primeiro, mesmo quando ninguém está olhando. Da mesma forma, muitos fundamentos de uma empresa se formam longe dos holofotes: na maneira de atender, na responsabilidade com cada acordo e no esforço para fazer um bom trabalho.
Ao celebrar 30 anos de trajetória, a RICOHPEL reconhece que seu crescimento começou muito antes de aparecer em suas unidades, serviços e soluções. Começou com pessoas, escolhas e valores que continuam ligados à sua história.





